quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Liza

"Não tinha se quer um corpo para enterrar". Pensava nisso tantas vezes. Sabia agora que nunca mais merecia sofrer. "Quem perde um filho deveria ser poupado de qualquer sofrimento na vida."
A dor era insuportável, o vazio e a culpa, por não ter conseguido manter aquele pequeno coração batendo... Atirava pedras no mundo e este parecia mesmo tão distante.
Contou partes a Mauro e se sentiu sozinha por inteiro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mauro estava ausente há alguns meses, fora escassos recados virtuais, já quase não se falavam. Eloiza se convenceu que esta é a ordem natural das coisas. Ele pensava no sul e ela ainda nas promessas que deveria ter feito à uma estrela.

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Era tarde e a madrugada lembrava Rudolf.
Sem castanholas ia seguindo; equilibrando o chapéu, engaçado, no nariz.

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Sonho de Cinderela, meio torto na encruzilhada.