sábado, 23 de junho de 2007

Maio / abril / ...007


Ele toca
e eu não reconheço nada
só você

Little pieces of heaven
your smell is like a maze

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Another volta
(do mundo)
e 24 frames
de açúcar invertido

But she said love makes it go round
Love - she said, like a scottish girl (with the accent of some one who gives a damn).
I remember him and the (big) ocean, full of thoughts – the ocean, not him of course -
and… He said that we were kids back then.

And she still loved (with all her heart and that silly white rose – that wasn’t really a rose)… Well, she always was the type that cared.

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No fim a gente é sempre uma bula. “Se fizer direito – se me usar direito - prometo não chorar”

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Ninguém existiu. A única “pessoa” que já existiu foi uma sombra. Uma sombra perfeita, que não se desfaz.
Talvez seja por isso que tantas vezes, me olhando “refletida” no chão, eu quis ser sombra.


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Puma Pêssego



Era uma vez um pumazinho, que gostava de sair para andar e pensar sobre a vida. Então, um certo dia, ele saiu para um passeio. Ele andou, andou e chegou a um lugar que nunca tinha ido antes.
Viu uma árvore com frutos, uns frutos diferentes e percebeu que os frutos eram da mesma cor que ele. Todo mundo sempre tinha falado que ele era diferente, porque ele não tinha a mesma cor que os outros pumas. Mas naquela hora ele achou algo da mesma cor que ele.
De repente ele se lembrou que tinha que voltar para casa. Porque já tinha ido muito longe e sabia que seus pais iam ficar preocupados. Ele correu de volta para a casa, mas não conseguia deixar de pensar naquela árvore.
Então ele criou coragem e foi perguntar, ele tinha que saber o que era aquilo. Os pais dele explicaram que era um pessegueiro, um pessegueiro grande e cheio de pêssegos, mas ao descobrirem que ele tinha ido tão longe, ficaram muito bravos e proibiram ele de sair para andar daquele jeito, tão longe assim.
Ele ficou muito, muito, triste e não conseguia parar de pensar na árvore. Muito tempo se passou e ele ainda não podia ir para longe. A árvore continuava na cabeça dele. Ele nunca ia esquecer daquele caminho. Ele olhava o caminho de longe e lembrava.
Um dia, quando ele completou uma idade um pouco mais madura, pediu de aniversário para que pudesse andar até longe. Então ele foi, seguiu pelo mesmo caminho, respirou fundo e chegou à árvore.
Ele tinha certeza que a árvore era aquela, mas ele não viu fruto nenhum. Não tinham pêssegos e a árvore não tinha folhas. Ele ficou muito triste. Voltou para a casa decepcionado. Se aconchegou num canto , cruzou as patas, colocou a cabeça sobre elas e ficou pensando que os pais dele tinha proibido ele de ir até lá, que agora os frutos tinha acabado e ele nunca mais ia ver nada da mesma cor que ele. Ele ficou tão mal e tão triste que ele começou a tratar os pais mal, toda vez que lembrava desta história.
Até que um certo dia chegou uma prima distante para visitar. Ela vinha de um lugar bem longe, para ver todos os pumas que moravam ali. Percebendo que ele estava triste ela perguntou o motivo e ele contou a longa história do pessegueiro. Então ela disse para ele que tinha andado muito e tinha visto árvores com e sem folha, com e sem fruto. Que sabia que tinham épocas do ano que eram assim: As árvores ficavam sem folhas; mas depois de um tempo elas voltavam tê-las.
Ele se animou e logo que todo mundo foi dormir saiu e foi andando, andando pelo caminho escuro, até o pessegueiro. Chegando lá estava noite, ele encontrou a árvore, mas não dava para ver nada. Então deitou no pé da árvore e esperou o dia clarear.
Quando os primeiros raios de sol bateram nele, ele olhou para cima e viu enormes pêssegos. Exatamente da mesma cor que ele. Ele ficou tão feliz que escalou a árvore correndo e comeu os pêssegos. Levou alguns para casa e deixou na frente de seus pais, que quando acordaram viram os pêssegos e comeram pela primeira vez. A sua mãe, emocionada ao ver aqueles frutos da mesma cor que seu filho, ficou muito feliz.
Então eles resolveram se mudar para perto do pessegueiro e assim eles continuaram vivendo, lá. O pumazinho sempre colhia pêssegos nas épocas de pêssego e dava de presente para seus pais, que comiam felizes. Quando cresceu, anos depois, dava-os de presente para seus filhos - que também tinham cor de pêssego. - E nas épocas em que não tinham pêssegos os filhotes mordiam o nariz do pai, brincando de comer pêssego.


Para o Walter (15/11/2004)